Quero-te calma e serena
Luz da alma
Encantos ternos e incomuns
Luz da lua de Candena
Só a vós que revelei
Encantos mil - Que se perdem vis-
Por entre passos térreos
A cada voo mal sucedido
É você. Poesia!
Da tua calma e adorável fala
Do teu verso manso e doce
Os quais se fazem meus...
Não pelo adorno de cada verso
Mas sim pela calma de cada significado
Tu que não és poeta -Tu leitor-
Faça-te valer o dom de entender
Não leia apenas
Apenas entenda
Antes do tempo, antes do velho...
Ou do triste fim, da limitada eternidade da poesia em mim...
quarta-feira, 25 de novembro de 2015
Trechos
O vento forte embala a noite, as luzes ligadas pela cidade, minha ansiedade em chegar.
Um milhão de sons. Um milhão de Alices no meu ar!
Um milhão de sons. Um milhão de Alices no meu ar!
Quando Você não Estiver
Quando você por perto não estiver
E eu não ter mais como suportar
Espero que as doces lembranças me façam despertar
Quero que o vento me embale
Faça com que eu descanse
E leve-me até você
Ao sol só peço
Que deixe ver seu brilho
Para lembrar de seus olhos
E que a chuva
Limpe meu rosto
E me traga você!
E eu não ter mais como suportar
Espero que as doces lembranças me façam despertar
Quero que o vento me embale
Faça com que eu descanse
E leve-me até você
Ao sol só peço
Que deixe ver seu brilho
Para lembrar de seus olhos
E que a chuva
Limpe meu rosto
E me traga você!
quinta-feira, 31 de julho de 2014
Soneto 18, William Shakespeare
Se te comparo a um dia de verão
És por certo mais belo e mais ameno
O vento espalha as folhas pelo chão
E o tempo do verão é bem pequeno
Ás vezes brilha o sol em demasia
Outras vezes desmaia com frieza
O que é belo declina num só dia
Na terna mutação da natureza.
Mas em ti o verão será eterno
E a beleza que tens não perderás
Nem chegarás da morte ao triste inverno
Nestas linhas com o tempo crescerás
E enquanto nesta terra houver um ser
Meus versos vivos te farão viver
És por certo mais belo e mais ameno
O vento espalha as folhas pelo chão
E o tempo do verão é bem pequeno
Ás vezes brilha o sol em demasia
Outras vezes desmaia com frieza
O que é belo declina num só dia
Na terna mutação da natureza.
Mas em ti o verão será eterno
E a beleza que tens não perderás
Nem chegarás da morte ao triste inverno
Nestas linhas com o tempo crescerás
E enquanto nesta terra houver um ser
Meus versos vivos te farão viver
Aos Vinte e Três
Ei pequena, levanta a cabeça
E Tente, tenta só mais uma vez
Respira em minha sintonia vai
Não me abandona agora não
Preciso de você como meus pés precisam do chão
Não me deixa sozinho essa manhã
Não faz cara feia quando eu faço algo errado
Tenta comigo por favor, me dê um olhar que eu te
dou o amor
Não chora não, não deixa a lagrima cair dos
teus olhos
Não borra seu rímel, não fica vermelha à toa
Minha branquinha favorita, minha flor perfeita aos
meus olhos imperfeitos
Não vai embora não, eu preciso de você como o
peito precisa do coração
Desculpa a confusão, mas a vida requer você
Não se apague agora não, se me deixar eu sei que
fico louco
Ei respira mais um pouco, fica comigo somente por
mais cem anos por favor
Não me deixa aqui de noite nessa escuridão sem
ver você, sem ter você
Me dê um momento que eu te dou uma vida
Não vai meu bem, eu te imploro se assim preciso
for
Fica do meu lado enquanto a chuva cai, enquanto a
garoa molha o chão
Não deixa a mágoa rasgar a carne, não deixa o
tempo apagar a gente, o nós
Não fecha os olhos não, ainda é cedo, os 30 nem
chegaram ainda
Atende esse pedido nessa voz de choro, não
desista, resista, persista até o final
Não solta a minha mão, não deixa seus dedos
separarem a gente
Olha pra mim, esquece esse vermelho que cai,
esquece a dor
Ignora quem não te quer, que eu te quero como
quem precisa de você para seguir
Ei minha Luna não deixa o pensamento ir agora,
prende ele, não deixa a consciência pesar
Fica comigo pois com você preciso ficar, não
fala nada, apenas fique
Eu quero mais um abraço apertado, mais um pouco
de você
Esquecer essas coisas do inverno, ei não chora
mais por favor, você foi e sempre será meu primeiro amor
Lembrança boa de uma doce infância, não pode me
abandonar aqui
Sem você não vivo, não existo, não quero
seguir sem ter seus passos como guia
Sua alegria é contagiante, não aprendi te ver
chorar e isso me doí
Machuca a alma como um punhal que atravessa o
peito, quebrando meu coração ao meio ao sentir que você está
partindo de si mesma
Como pode tudo acabar? Não aceito isso, se a vida
dura quase cem, por que ir embora aos 23
Por que ir se eu te amo, por que me deixar se eu
preciso te ver ficar
Sofro como quem espera que tudo seja um sonho
Que amanhã te veja ao chegar em casa, mas te vejo
só assim, longe demais de mim
Te encontro pelas ruas, nas pessoas, nos amigos,
te vejo em cada poça de água, em cada olhar que brilha
Te encontro nas gotas de chuva, no sereno que
corta a madrugada, no orvalho da manhã, te vejo em tudo, só não
mais te vejo em si, e isso me doí, assim sinto que também morro aos
poucos, como aos poucos se aproximam de mim, os tais 23
Coisas Dessa Vida
Seus olhos verdes fitam
o mar gélido e o tempo sem ar
chegou o fim do inverno
veio o outono, brilhando no vazio e reascendendo
estrelas
Vazio comum, como moda de quem faz versos
escrevendo sem rima o que o coração manda
no vazio do seu olhar tão cheio de lembranças
eu nem sei o que dizer, o que sentir, não tenho
um lugar para onde ir
sou saudade que ficou do tempo
sou o vento e uma angustia gelada
incrivelmente sem vida, uma vida sem graça
sem promessas, sem neve, sem tom, minha branca sem
repetição
Sou mais vício que virtude, pouco sou além do
que me torna essa solidão
não vivo, inerte ao que me trás seus olhos
lembro de coisas que eu ainda não vi, não vivi
para saber
ouço as musicas e elas me lembram nós, e as
estrelas renascem
Transpareço verdades e morro assim, tão só
tão nostalgico que assusta, são sorrisos cheios
de culpa
E é vazio de vida fácil que dá tom ao tempo
então eu vou assim, seguindo o vento gelado
enquanto estou morrendo ainda.
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